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Crescimento do consumo de energia em 12 meses é puxado por consumidores do mercado livre. Com preços mais baratos de energia, consumo em tendência de crescimento.

Em agosto de 2022 o mercado livre de energia superou a marca de 28.500 unidades consumidoras vinculadas ao Ambiente de Contratação Livre (ACL). Em franca expansão, o mercado livre ainda é restrito a consumidores de maior porte, representando apenas 0,03% das mais de 90 milhões de unidades consumidoras do Brasil.

O crescimento é também observado no número de comercializadores de energia operando no mercado livre, atualmente 471. Em junho de 2022 a Copel Mercado Livre se tornou a maior comercializadora do Brasil, com clientes em todas as regiões do país.

A economia proporcionada aos consumidores livres em relação aos consumidores vinculados ao ambiente regulado, sujeitos às tarifas de eletricidade, é ainda o maior diferencial. Segundo dados da Associação Brasileira de Comercializadores de Energia Elétrica (Abraceel) a diferença no preço da energia para os consumidores no mercado livre chegou a 38% em agosto do presente ano.

A diferença no status do consumo entre os ambientes também é notável. Enquanto o ambiente regulado registrou queda no consumo em relação ao mesmo período de 2021 (-2,4%), o mercado livre avançou 5,9% na comparação com 2021. No computo geral, o consumo avançou 0,6% no Brasil – puxado pela demanda crescente dos consumidores associados ao mercado livre.

Perspectivas do mercado livre para 2023

A expectativa para 2023 segue positiva para expansão do mercado livre, sobretudo com a possibilidade de avanço no Projeto de Lei 414/21 que tramita no Senado Federal. Este projeto prevê a abertura total do mercado livre de energia no Brasil. Com este novo modelo o mercado de energia teria semelhança ao mercado de telefonia móvel, onde os consumidores têm liberdade de escolha quanto aos fornecedores e as condições de contratação.  A abertura total do mercado consagraria uma construção de mais de 20 anos desde o início das reformas no setor elétrico brasileiro, em 1995. Caso venha a se concretizar, a nova modelagem aproximaria o Brasil de outros mercados, com ampla liberdade de escolha entre os consumidores, como Alemanha, Japão e Reino Unido.

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