Não há dúvidas que 2020 foi um ano de surpresas. Com a pandemia do Covid-19, muitos leilões federais de energia foram cancelados, enquanto alguns privados seguiram acontecendo. O ano também trouxe um aumento no número de consumidores livres, que viram na migração uma oportunidade de enxugar os gastos. Nos últimos meses também foi possível acompanhar o desenvolvimento das fontes de energia renováveis, principalmente a solar. A busca por sustentabilidade e preços mais baixos levou destaque para os projetos fotovoltaicos.

E o que podemos esperar de 2021? O Mercado Livre de Energia enfrentou algumas barreiras no último ano, mas segue em crescimento – que também é previsto para os próximos 12 meses.

Expansão eólica

Enquanto 2020 foi o ano da expansão solar, 2021 promete reservar soluções interessantes para a energia eólica. 

A previsão para o próximo ano, segundo a Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica), é que o setor apresente uma expansão de até 5GW. Como as fontes renováveis estão sendo vistas como ativos mais seguros do que fontes fósseis, esta previsão se torna ainda mais segura.

A (ABEEólica) ainda acredita que, em primeiro momento, as formas de geração onshore e offshore devam competir com uma demanda em menor nível. Mesmo assim, a  perspectiva é que a médio e longo prazo as modalidades de escoamento de energia devem ser bem balanceados.

Esta questão demonstra a força das fontes de energia renováveis, que são as melhores opções para quem busca energia limpa e sustentável.

Demanda mínima

Atualmente, o Mercado Livre de Energia ainda é exclusivo para empresas que apresentam um alto uso de energia elétrica. Os consumidores livres devem ter uma demanda mínima de 2500 kW e os especiais um consumo entre 500 kW e 2500 kW. Sendo assim, muitos consumidores menores que têm interesse pelo setor não se enquadram no perfil necessário para a migração.

Mas em 2021 isso vai começar a mudar, já que o Ministério de Minas e Energia publicou, no final de 2019, uma portaria que estabelece a diminuição da demanda mínima para entrada no Mercado Livre. A partir de 2021, os consumidores com carga superior ou igual a 1500kW também vão poder negociar a energia em ambiente livre. Este valor ainda conta com novas diminuições previstas para 2022 e 2023 e deve chegar a uma demanda mínima de 500kW.

Usinas Híbridas

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) abriu, neste ano, uma Consulta Pública para debater pautas que envolvem o estabelecimento de usinas híbridas. Caso passe por uma análise positiva, estas usinas podem levar ainda mais eficiência para o sistema elétrico, já que vão complementar a geração, que terá custos reduzidos, e otimizar o uso. 

Em 2021, seguiremos trazendo todas as novidades do setor e os impactos que as resoluções acima devem trazer para o Mercado Livre de Energia.

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