O que é o PLD horário?

Com a finalidade de aproximar a realidade do mercado de energia à operação real do Sistema Interligado Nacional, houve uma modificação no PLD que passou a ter sua aferição e cálculo a cada hora do dia. 

Anteriormente esse cálculo era realizado pela CCEE a cada semana e por patamar de carga. A mudança traz mais eficiência e aproxima cada vez mais o preço da energia ao custo de sua produção. 

Com a mudança, o preço horário passa a ter seu perfil de acordo com o consumo de energia de cada subsistema. Todos os dias a CCEE calcula o PLD para as próximas 24 horas do dia seguinte. 

É importante ressaltar que no Brasil há quatro submercados (Norte, Nordeste, Sudeste/Centro Oeste e Sul) e de um modo geral, o PLD ficará mais alto nos horários de maior consumo (geralmente durante a tarde e início da noite) e mais baixo nos horários de menor consumo (geralmente na madrugada). 

Com isso, os clientes que possuem maior consumo na madrugada terão acesso a preços menores. Já os consumidores com consumo mais elevado em horário comercial, terão maior impacto com a entrada do PLD horário.  

A nova metodologia dá sinal econômico ao consumidor que possui flexibilidade em mudar a curva do consumo, a exemplo do que já é feito para a demanda.

Porque essa mudança está ocorrendo?

A mudança ocorre para aproximar o mercado de energia da operação real do Sistema Interligado Nacional, principalmente no que diz respeito à variação da carga e dos recursos energéticos utilizados para atendê-la. 

Ao longo de uma semana, dificilmente as condições do sistema permaneciam aquelas estimadas na semana anterior, gerando ineficiência e custos para os consumidores (sob a forma de encargos). 

Com uma sinalização mais precisa do valor da energia, os preços horários também colaborarão para uma utilização mais racional dos recursos energéticos, aproximando-se das práticas utilizadas em mercados de energia mais maduros.

O PLD horário resultará num aumento do PLD médio?

Em princípio, não deve haver grande diferença nos valores médios. No entanto, o preço ao longo do dia deverá apresentar variações maiores do que aquelas que se verificavam entre os patamares de carga. A expectativa é que o submercado Sudeste/Centro-Oeste apresente as menores variações, enquanto o Nordeste demonstre variações mais acentuadas.

Assim, a cada dia, a CCEE calculará o PLD para as 24 horas do dia seguinte. O preço horário terá seu perfil de acordo com o consumo e geração de energia de cada subsistema (Norte, Nordeste, Sudeste/Centro Oeste e Sul). De modo geral, o PLD ficará maior nos horários de maior consumo (geralmente durante a tarde e início da noite) ficando menor nos horários de menor consumo (geralmente na madrugada). 

Veja que, enquanto o PLD médio do mês está limitado ao teto de R$ 583,88/MWh, o teto para o PLD horário é de R$ 1.197,87/MWh.

O que muda na contabilização da CCEE?

A contabilização da CCEE é, simplesmente, a comparação dos recursos (contratos de compra, geração própria) e dos requisitos (consumo, contratos de venda) de cada agente. 

A diferença entre eles são valorada ao PLD do intervalo de tempo considerado: se positiva (recursos > requisitos), gera uma receita para o agente naquele intervalo; se negativa, uma despesa. 

Essas receitas e despesas são somadas ao longo do mês na contabilização. A CCEE já operava essa conta para cada patamar de carga de cada semana do mês. Agora, passou a fazer para cada hora de cada dia. 

A divulgação pela CCEE dos resultados da contabilização para cada hora do dia será publicada ao final de cada mês.

Qual o impacto para os consumidores livres?

Há algumas variáveis a serem observadas já que o impacto depende, essencialmente: 

1º) Da forma da curva de carga do consumidor (como o consumidor utiliza a energia ao longo do dia); 

2º) Do contrato de compra que ele possui para atender essa carga.

O menor impacto será sentido pelos consumidores cujos contratos de compra seguem sua curva de carga (consumo). Costuma-se dizer que esses contratos possuem “modulação pela carga”. Nesse tipo de contrato, a energia comprada pelo consumidor é distribuída ao longo das horas do mês proporcionalmente ao consumo medido em cada hora (ou patamar).

Outro tipo comum de modulação é a “flat” (ou “sem modulação”.) Nesse tipo de contrato, mais simples, a energia comprada pelo consumidor é alocada de forma igual (constante) em todas as horas do mês.

Nos contratos de compra e venda de energia da Copel Mercado Livre, o tipo de modulação pode ser verificado em seu Anexo I.

Os clientes que possuem maior consumo na madrugada terão acesso a preços menores. Os consumidores que têm maior consumo no horário comercial, terão maior impacto com a entrada do PLD horário.  

A nova metodologia dará sinal econômico para o consumidor que tem flexibilidade em mudar a curva do consumo, a exemplo do que já é feito para a demanda junto à sua Distribuidora.

É importante ressaltar que já havia impacto da modulação mesmo com o preço por patamares, não se tratando, portanto, de algo totalmente novo. Por exemplo, uma indústria que não opera durante a madrugada ou aos domingos – e que possui um contrato com modulação flat – já estava, mesmo antes do preço horário, “vendendo” suas sobras nesses dias e horários ao PLD do patamar de carga leve, geralmente mais baixo do que o PLD médio do mês, e possivelmente “comprando” energia nos horários de carga pesada a um PLD geralmente mais alto. Agora com a discretização horária, os efeitos, sejam eles ganhos ou perdas, tendem a ser mais acentuados.

É melhor para o consumidor que seu contrato esteja como “modulação pela carga”?

Em geral, sim, mas essa não é uma regra absoluta. Os contratos com modulação pela carga geralmente custam mais caro do que contratos com modulação flat. 

Havendo o consumo relativamente constante, como, por exemplo em uma linha de produção contínua, com três turnos, a modulação flat pode atendê-lo sem problemas. Além disso, com um contrato com modulação pela carga, o consumidor terá mais dificuldade para aproveitar as diferenças do preço da energia durante o mês (dito de outro modo, menos espaço para eficientização).

Qual a diferença de preço entre um contrato com modulação pela carga e um contrato com modulação flat?

A diferença depende do perfil de consumo de cada contratante. Se o consumo for predominantemente diurno e durante o horário comercial, a modulação pela carga deverá custar mais caro do que para um consumidor que trabalha 24×7, por exemplo. 

Os vendedores sempre tentarão estimar o custo da modulação do consumidor, por exemplo, observando seu ramo de atividade para incluí-lo no preço da energia.

Mas a diferença será igual para todos os vendedores?

Em termos. O preço a ser cobrado dependerá também da comparação que cada vendedor fará das curvas de carga dos recursos e requisitos que ele próprio possui. 

Vendedores com portfólio de recursos (“mix”) mais variado (geração hidrelétrica, solar, etc.) tendem a ter mais facilidade (ou menos custos) para acomodar curvas de carga igualmente variadas nos seus requisitos (entre eles, os contratos com os consumidores). 

Contudo, com o tempo, os preços tendem a ficar cada vez mais próximos, formando o “preço de mercado”. É inegável, porém, que os vendedores com mix mais diversificado terão melhores condições competitivas, como é o caso da Copel Mercado Livre.

O que eu faço se já tenho um contrato com modulação flat?

Se o período de suprimento desse contrato já tivesse se iniciado antes de 2021, uma boa ideia seria verificar as contabilizações pretéritas da CCEE para ver qual o impacto da modulação que já estava ocorrendo com o PLD por patamares. 

Se este já era grande, talvez seja conveniente estudar a troca do contrato por um com modulação pela carga, porque o impacto a partir de 2021 tende a se amplificar.

Outra possibilidade é verificar o impacto do PLD horário nas contabilizações “sombras” realizadas pela CCEE para os anos de 2019 e 2020. Se o impacto não era relevante, talvez se possa aguardar e verificar a diferença dos novos preços antes de pensar em negociar novamente.

Se o suprimento ainda não se iniciou, mas sua curva de carga é relativamente “plana”, sem grandes variações ao longo das horas do dia ou entre os dias da semana (finais de semana incluídos), também seria adequado aguardar para avaliar com mais informações. 

Já se sua curva de carga é bem “horário comercial”, com pico de consumo determinado pelo uso do ar condicionado, por exemplo, seria uma boa ideia avaliar a possibilidade de uma troca do contrato para perfil de modulação pela carga. 

Outro item importante a se considerar é a localização da unidade consumidora. Consumidores do submercado Nordeste serão, provavelmente, mais impactados pelo PLD horário do que consumidores do Sudeste, por exemplo.

Todas as orientações acima são meramente indicativas, não devendo o consumidor tomá-las como recomendações da Copel Mercado Livre para o seu caso específico. 

E não há outra opção de contratos sem ser “pela carga” ou “flat”?

Seguramente, em pouco tempo, o mercado desenvolverá novos produtos para atender as necessidades dos consumidores. Nesse início, contudo, a maioria dos vendedores deverá aguardar para ver o que os sistemas da CCEE tomarão como prática, bem como investirão um tempo na adaptação de seus próprios sistemas de backoffice, antes de oferecer produtos muito diferenciados.

O que a Copel Mercado Livre oferece?

A Copel Mercado Livre pode fazer a troca do contrato com modulação flat por um contrato com modulação pela carga. Com isso, sua empresa fica protegida das variações horários do PLD. 

Entre em contato e conheça as condições para receber uma proposta comercial. Essa possibilidade está aberta tanto para quem já é cliente, como para quem ainda não é cliente da Copel Mercado Livre.

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